"Se você conhece uma mulher você conhece o mundo"

Honoré de Balzac

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ah, Barcelona...

Woody Allen deve ter alma feminina. Nunca vi um homem com uma sensibilidade tão aguçada para entender à flor da pele os conflitos das mulheres. “Vicky, Cristina, Barcelona” foi um dos melhores, pra não dizer o melhor, filme do gênero que vi. Daqueles em que não há mulher, ou alguém com alma feminina, que não saia do cinema com um nó na garganta. Trata da vida como ela é. Pessoas em busca de amor a todo custo, sem entender bem o que é, de fato, essa coisa tão divergente. As vezes boa, as vezes ruim. Se é amor tem que ser bom? Tem que ser completo? E se não for? Então não é amor?

Com todas essas dúvidas, ainda assim, continuamos a buscar por ele. E quando encontramos, continuamos procurando. Talvez seja porque, na verdade, o que procuramos não é o Amor. O que será então? É o que as três personagens tentam descobrir de maneiras completamente diferentes, com pitadas de humor e doses pesadas da realidade mais crua.

O amor de verdade não é preciso procurar, ele nasce conosco junto com o sentimento fraternal e mais puro de mãe para filho, de irmão para irmão, e muitas vezes, também do sentimento que surge entre um homem e uma mulher. Esse é um tipo de amor calmo. Talvez o único que exista de verdade. Mas o que provoca a grande insatisfação das mulheres é quando percebemos que só ele não é suficiente. Precisamos também de uma coisa boba, desprovida de qualquer tipo de razão e muitas vezes irresponsável, mas que nos faça sentir vivas de verdade. Uma coisa que nos tire os pés do chão, que nos leve para as viagens mais longas e para os destinos mais inusitados. Uma coisa que nos faça chorar ao ouvir uma música, ler um livro, ver um filme.

Alguns chamam de paixão, sentimento avassalador, desejo incontrolável. Seja como for, é um sentimento fulgás. E passa. Até porque tem como principal característica a inconstância. E como o amor, também não é sempre bom. Mas em algum momento da vida todas as mulheres se questionam onde foi parar esse tipo de sentimento. Muitas preferem não o fazê-lo por medo das respostas, e se contentam com ausência da pergunta. Aí vem um verão em Barcelona e muda tudo. O final do filme é sempre o mesmo. Dúvidas no ar e certeza de que Amor e Liberdade não se misturam.


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4 comentários:

  1. já tinha ouvido falar muito bem do filme. Vou correndo pro cinema!! rsrs

    bjs

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  2. oops, tbém quero assitir

    sempre qdo pego um vôo tá passando um filme de Woody Allen, é uma das coincidencias da minha vida..rsrs

    bjos
    LuRussa
    www.garotinharuiva.blogger.com.br

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  3. Quero assistir! E vou!

    "Amor e Liberdade não se misturam"

    Motivo esse que faz várias pessoas fecharem-se e viverem sozinhas!

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  4. E eu vou outra vez. Desta vez para rir ao invés de chorar, porque apesar de tudo o filme é mto engraçado...rsrs.

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