Quem nunca se pegou pensando um dia “como teria sido se... não tivéssemos escolhido a estrada A ao invés da B, aceito aquele pedido, feito aquela viagem.” A vida é feita de escolhas e seguir o caminho que nos parece mais certo pode representar toda uma eternidade de alegrias ou mesmo remorsos e frustrações. Já dizia Woody Allen que somos as somas de nossas decisões. Concordo com ele, e talvez por isso seja tão difícil fazer uma escolha importante em nossa vida. Até porque toda escolha vem seguida de uma renúncia, e essa é a parte mais difícil. Se escolhermos o picolé de morango, vamos ficar sempre imaginando se não teria sido melhor o frescor do de limão. Impossível saber, mas na dúvida entre o fazer ou o não fazer, fico com o fazer.
Me arrependo de poucas coisas na minha vida, mas todas elas estão no grupo das que não fiz. A aventura que não vivi, o convite que não aceitei, a carona que não peguei, a oportunidade que não aproveitei. Entre as besteiras que já fiz, sempre ficou alguma experiência, nem que fosse a de que nunca repetirei tal feito. Mas pelo menos sei como é. Por isso, desde que fiz meus trinta anos tenho tentado mudar esse quadro, é inevitável a certa altura da vida paramos para fazer uma análise do quanto, ou o quão intensa nossa vida tem sido. Se estamos vivendo realmente nossas escolhas ou se estamos deixando a vida nos levar no piloto automático.
Talvez o mais difícil seja reconhecer isso, e fazer algo para mudar. Pessoas que mudam de opinião o tempo todo, de emprego ou mesmo de estilo de vida, são taxadas de instáveis, inseguras ou até malucas. O que ninguém se dá conta é que talvez elas sejam muito mais felizes. Porque viver buscando algo, um objetivo ou mesmo alguma coisa que as vezes está dentro de nós mesmos é saber que estamos tentando encontrar o caminho certo, ou o mais feliz. E desta forma, normalmente a trajetória fica mais longa, porém a chegada é gratificante. Não sei porque mas sempre preferi a estrada mais longa, afinal, de que adianta cortar caminho se o destino estiver errado?
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
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Mais um texto profundo e gratificante.
ResponderExcluirMais uma vez entrei aqui e li algo que parece ter sido escrito para mim... Parabéns, foi um dos melhores textos que já li por aqui.
bjos
Obrigada Bruna!
ResponderExcluirTambém não acredito em coincidências...
bjs
Adorei! Alguém ai quer um texto para refletir?
ResponderExcluirAqui tem!
Parabéns Flávia!